Memórias, conjecturas e força
Tenho pensado... muito...
As pessoas confundem delicadeza com fraqueza, feminilidade com pureza... e aí sempre me lembro de Vinicius de Moraes quando diz:
“Sou muito delicado. Morro de delicadeza. Tudo me merece um olhar. Trago
Nos dedos um constante afago para afagar; na boca Um constante beijo para beijar; meus olhos Acarinham sem ver (...)Mato com delicadeza. Faço chorar delicadamente E me deleito. Inventei o carinho dos pés; minha palma Áspera de menino de ilha pousa com delicadeza sobre um corpo de adúltera. (...)A liberdade alheia; não existe Ser mais delicado que eu; sou um místico da delicadeza
Sou um mártir da delicadeza; sou Um monstro de delicadeza.”
Fragmento de "Elegia ao primeiro amigo"
de Vinícius de Moraes - Rio de Janeiro, 1943
Em alguns momentos presentes, memórias passadas se enroscam na engrenagem de minha cabeça. E foi então que folheando um livro, na noite passada, e pensando em uma amiga que está em apuros, um texto caiu em minhas mãos.
Esse texto me foi dado de presente, por meus amigos- pupilos- irmãos. Companheiros de caminhos, em um aniversário confuso e desconcertante, para não dizer, com final trágico.
E somente após um certo par de anos, venho a entender o peso do mesmo...e dizer que aceito por fim o que me é designado...
Compartilho com vocês o peso da minha espada... (o texto a mim ofertado), - um acróstico de meu nome:
A paixonada pela vida e o modo que vive; é
L inda em sua simplicidade; sua alma
I intensa e profunda, também é leve e cálida, forte de aparência frágil; nos remete à
N oites estreladas, fogueira, dança, rodas e tempestades coloridas; aceite pois as
E spadas dispostas aos seus pés, pois és princesa da ilha onde o conhecimento se mescla ao prazer trazendo sabedoria para si e para os seus, trazendo ao mundo, os mantenedores da paz do planeta.
Seja abençoada irmã, neste dia que sua estrela brilha mais forte.
Nemeton Tíne e amigos.